Escritora

Minha primeira participação na Bienal do Livro

No dia 7 de setembro, dia da independência do Brasil, eu estava na Bienal do livro divulgando as minhas poesias.

Fiquei no stand da Autografia (editora maravilhosa que publicou o meu livro!) e além de distribuir alguns autógrafos, tive o prazer de ler algumas das minhas poesias para os presentes, junto com outras duas poetas da editora.

Apesar de ser um evento público, foi bem intimista e eu, mesmo com toda minha timidez, senti-me confortável para participa do Sarau com meu livro Poemas Colhidos.

Seguem algumas fotos do evento.

Quem for passar lá na Bienal do livro, que estará no Rio Centro até o dia 13/09, pode passar lá no stand da Autografia que está no pavilhão verde, na Rua Q, bem pertinho da praça de alimentação.

Beijos e carinhos, fiquem com Deus.

Livros

A sorte do agora

Mathew Quick é um autor que sempre que o leio, não sofro qualquer arrependimento. Seus livros, em geral, usam dramas bem humanos e tem em sua fórmula literária uma generosa colherada de problemas psicológicos, como é possível ver em O lado bom da vida e Perdão, Leonardo Peacock (o último foi resenhado aqui no blog, basta clicar no link para conferir!).

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Livro: A Sorte do agora
Autor: Mathew Quick
Editora: Intrínseca

Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe, indo com ela à missa e à biblioteca, pode aprender a voar?
O homem então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe, e acredita ter encontrado uma pista de por que, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard… Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, da Igreja Católica aos mistérios femininos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade.
Original, arrebatador e espirituoso, A sorte do agora é escrito com a mesma inteligência e sensibilidade de O lado bom da vida. Uma história divertida e inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor.

Em A Sorte do Agora, Mathew Quick usa personagens cativantes e com sérios problemas psicológicos (uma receita típica do autor). Nesta obra temos Bartholomew Neil que, após a morte da mãe (a quem ele dedicou toda vida), começa a se corresponder com um Richard Gere imaginário. Através destas cartas conhecemos toda trajetória de Bartholomew se libertando do luto, as pessoas que passam a interagir com ele, o problemático bipolar padre Mcnamee e a tentativa de Bartholomew de encontrar seu lugar no mundo.

O protagonista foge a qualquer esteriótipo. Ele é gordo, desengonçado, não sabe como se comportar socialmente e passou toda a vida tendo como amigos a mãe e o padre Mcnamee. O protagonista tinha uma vida limitada, nunca saiu da cidade e seus passeios (em geral) se limitavam a ir à biblioteca (onde observava sua paixão platônica, a “Meninatecária”). Ele tinha a mãe como única companheira e também nunca tinha conhecido o pai, o qual a mãe dizia (numa óbvia mentira) que havia sido morto pela Ku Klux Klan como mártir católico.

Após a morte da mãe, vendo-se perdido, ele começa a se “corresponder” com Richard Gere (o ator favorito de sua mãe) e, apesar de nunca ter tido resposta do astro de Hollywood, Bartholomew tem toda sua narrativa contada através destas cartas. O protagonista escolheu Gere não apenas por ele ser o ator favorito de sua mãe, mas porque nos últimos dias de vida, tomada pela demência causada pelo câncer que tomou seu cérebro, a mãe de Bartholomew insistia em chamá-lo de Richard e ele fingiu sê-lo para agradar a mãe em seus momentos finais.

Nos primeiros capítulos do livro, padre Mcnamee larga o sacerdócio pois acredita que Deus não fala mais com ele e passa a morar com Bartholomew  e temos, através da narrativa de correspondências do protagonista, a descrição da relação dele com padre Mcnamee e alguns segredos que parecem claros, mas que são revelados apenas nos últimos capítulos do livro. Quando o padre e Bartholomew passam a morar na mesma casa e conviver diariamente, algumas coisas da trama ficam bem óbvias e, acredito, que não tenha sido um erro do autor, mas ele o fez de forma intencional, para mostrar a forma prejudicada que Bartholomew tinha de ver o mundo.

O protagonista tem dois “amigos imaginários“. Um, como já revelei acima é o Richard Gere (que incentiva sempre Bartholomew) e o outro é o “Homenzinho raivoso” que vive no estômago de Bartholomew e insiste em chamá-lo de retardado e criticar todas as suas ações.

Além de Bartholomew, seus amigos imaginários, padre Mcnamee, temos outros personagens muito bem arquitetados por Quick, como Wendy, a terapeuta, consultora de luto (que em certo ponto da narrativa mostra também precisar muito de ajuda); a “Meninatecária”, o amor platônico do protagonista e seu irmão, o amante de gatos e raivoso Max.

Para quem gosta de personagens humanos e não tem medo de um livro capaz de fazer rir (e chorar um pouquinho), vale a leitura de A sorte do agora.

Beijos e carinhos, fiquem com Deus.