Sou um naufrágo na tempestade que chamamos de vida,
Sou uma flor no canteiro de daninhas,
Sou a fúria descabida que atenta em maltratar,
Sou eu o amor que não busca hora pra chegar.
Se pensar, se querer ou gostar,
Fosse simples assim,
Não existiriam tantos versos tristes,
De tão tristes poetas que abrem o coração,
Sem saber se alguém irá querer ler.
Se as rimas são tortas,
Se querer é tão torto,
Deixe aqui esses versos,
nos quais me escondo.
Não finjo a minha dor,
Pois quem sente sabe o que é sentir.
Deixe apenas para os outros o julgamento
de que tudo que sentimos é teatro
que usamos de personas
e não existe dor.