Eu vejo que os dias são cada vez mais longos
e tudo aqui se faz em mil pedaços…
Nesses retalhos do que eu sou,
Nos cacos que estou,
Não vejo bem quem sou eu.
E eu vejo que a vida está cada vez mais curta,
não sei se o caminho está na metade ou se tudo vai findar.
Nas noites é a hora que a dor vem se aninhar,
deita no meu colo, quase igual a uma criança
e nos meus choros,
Nas minhas lamentações,
olho o escuro da noite,
Sempre sozinha,
nem dos meus sonhos tenho companhia,
meus Sonhos estão cansados de nunca existirem
e eu estou cansada de persistir…
Mas a dor passa…
quando eu passo para o papel.